Constitucionalismo Crítico e Razão Democrática Contemporânea: (re)articulando subjetividades e resistências para o Século XXI

Constitucionalismo Crítico e Razão Democrática Contemporânea: (re)articulando subjetividades e resistências para o Século XXI

online Universidade Católica de Pernambuco - Recife - Pernambuco - Brasil
presencial Com transmissão online

Sobre o evento

O evento “Constitucionalismo Crítico e Razão Democrática Contemporânea: (Re)articulando Subjetividades e Resistências para o Século XXI” constitui a quarta edição do encontro anual da Rede de Teoria Crítica do Direito e De(s)colonialidade Digital. É iniciativa vinculada a pesquisadores de vários programas de Pós-Graduação em Direito do Brasil e vem se consolidando como espaço estratégico de formulação teórico-política sobre os impactos das transformações do constitucionalismo em decorrência da expansão das tecnologias digitais na contemporaneidade. 

Busca-se com a realização do encontro a afirmação de um espaço de reflexão e crítica com o objetivo de apoiar a divulgação da produção científica e tecnológica bem como incentivar a inovação e a geração de conhecimentos na interface entre o direito público e a teoria crítica do direito no contexto da revolução digital e da crise contemporânea do constitucionalismo favorecendo a incidência no debate político e social do Brasil.. O evento é fruto de esforços empreendidos no contexto da rede "Teoria Crítica do Direito e De(s)colonialidade Digital" envolvendo pesquisadores de diferentes estados do país.

A presente edição do encontro anual da rede Teoria Crítica do Direito e De(s)colonialidade Digital, aprofunda a reflexão sobre as formas emergentes de resistência e criação institucional que materializam um constitucionalismo impulsionado por subjetividades emergentes e práticas comunitárias que confrontam a automação das decisões coletivas, a financeirização dos territórios, a inteligência artificial e a tecnogovernança algorítmica. Parte-se do reconhecimento de que o futuro da razão democrática e do próprio constitucionalismo está em disputa não apenas nas esferas institucionais tradicionais, mas também nas infraestruturas digitais de poder e nos processos de modulação comportamental, onde se entrecruzam dispositivos de condicionamento e potências emancipatórias capazes de produzir novos horizontes políticos para o século XXI.

O evento conta para a edição de 2026 com o apoio dos Programas de Pós-Graduação em Direito da UNICAP, CESMAC, UNOESC, FMP, e FURB, além de figurar como atividade da CLACSO (Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais) e da REDDCAL (Rede Latino-Americana para o Condicionalismo Crítico). Esta condição reafirma sua inserção no cenário latino-americano de produção de pensamento crítico e seu compromisso com a construção de respostas coletivas à crise civilizatória em curso.

Chamada para propostas de GT

Congresso Constitucionalismo Crítico e Razão Democrática Contemporânea

“(Re)articulando subjetividades e resistências para o Século XXI”

Recife, 21, 22 e 23 de outubro de 2026

Chamada proposta de GTs por pesquisadoras(es)

 

A Comissão Científica do Congresso Constitucionalismo Crítico e Raão Democrática Contemporânea está recebendo até o dia  11 de agosto de 2026 propostas de Grupos de Trabalho para o  evento que será realizado no Recife entre os dias 21 e 23 de outubro de 2026. Os GTs poderão ser realizados nas modalidades presencial ou remota.  Podem propor Grupos de Trabalho professoras(es), mestres e/ou doutoras(es) brasileiras(os) ou estrangeiras(os). Os temas dos GTs devem dialogar com o tema “(Re)articulando subjetividades e resistências para o Século XXI”. As(os) proponentes do GT devem enviar e-mail para a organização do evento no endereço digital direitoecriticacontemporanea@gmail.com com o título “Proposta de GT” contendo a) nomes das(os) proponentes; b) dados acadêmicos (maior titulação e vínculos institucionais); c) e-mails de contato; d) tipo de GT: presencial ou remoto; e) título e resumo do GT em até 50 palavras.


Grupos de Trabalho aprovados para o evento

Grupos de Trabalho aprovados para o evento

(Com coordeandores e modalidade)

 

 

GT 01 - Democracia, Ordem Jurídica Internacional e Direitos Humanos

Modalidade: Remoto

 

Thiago Oliveira Moreira (UFRN)

Marina Soares da Fonsêca (UFRN)

 

 

 

O GT propõe discutir as relações entre democracia, Direito Internacional e Direitos Humanos diante das crises contemporâneas do Estado de Direito. Serão acolhidas pesquisas sobre controle de convencionalidade, justiça de transição, proteção de grupos vulneráveis, cortes internacionais, constitucionalismo democrático, autoritarismo e mecanismos jurídicos de defesa da democracia.

 

GT 02 - Direitos Humanos, Constitucionalismo Crítico e Vulnerabilidades

Modalidade: Presencial

 

Thaís Janaina Wenczenovicz (UNOESC)

Cláudia Cinara Locateli (UNOESC)

 

 

O Grupo de Trabalho justifica-se diante da necessidade premente de aprofundar o debate crítico e interdisciplinar acerca dos desafios contemporâneos à efetivação dos direitos humanos, dos direitos fundamentais, da democracia e da sustentabilidade. Tais reflexões situam-se em contextos marcados por profundas desigualdades estruturais, transformações sociais aceleradas e novas configurações no exercício do poder político, econômico e digital no século XXI. Inserido na matriz teórica do constitucionalismo crítico e das perspectivas decoloniais, o GT tem como escopo central refletir sobre os

complexos processos de produção de subjetividades, exclusão social, invisibilização e resistência que atravessam as instituições públicas, os sistemas jurídicos nacionais e internacionais e as dinâmicas políticas contemporâneas. A partir do referencial teórico-metodológico das Epistemologias do Sul, das teorias feministas, das abordagens interseccionais e dos sistemas internacionais de proteção dos direitos humanos, pretende-se discutir e analisar como as estruturas macroeconômicas, sociais, institucionais e tecnológicas reproduzem sistematicamente práticas de discriminação, racismo estrutural, violência(s) institucional e exclusão de sujeitos historicamente vulnerabilizados, com especial atenção às clivagens de gênero, raça, etnia e classe. Ademais, o GT contempla investigações transversais sobre os impactos das tecnologias digitais, da inteligência artificial e das novas formas de tecnogovernança sobre a integridade dos direitos humanos e o tecido democrático. Sob esta linha de análise, acolhem-se reflexões acerca da violência de gênero em ambientes digitais, da proteção integral de grupos hipervulneráveis (crianças, adolescentes e idosos), da proteção e autodeterminação de dados pessoais, da colonialidade digital e das múltiplas formas de vulnerabilização social decorrentes do capitalismo de vigilância. Interessa, em suma, reunir pesquisas científicas rigorosas voltadas à proteção de grupos vulnerabilizados, à promoção da justiça social, ao fortalecimento da democracia, à sustentabilidade multidimensional e ao papel dos tribunais e sistemas internacionais de direitos humanos. O objetivo final é fomentar a construção de respostas institucionais, jurídicas e comunitárias emancipatórias, firmemente comprometidas com a dignidade da pessoa humana e a efetivação dos direitos fundamentais.

 

GT 03 -  Crises democráticas, autoritarismo e grupos vulnerabilizados

Modalidade: Presencial/Remoto

 

Matheus de Souza Silva (UFPR)

Alana Maria Passos Barreto (UFSE)

 

Nos últimos anos, globalmente, houve o recrudescimento de práticas autoritárias por líderes extremistas. Nesse cenário, buscam-se estudos que tenham como plano de fundo esse contexto de crise perante a manutenção do Estado democrático. São recomendadas pesquisas com enfoque no impacto dessa conjuntura para grupos vulnerabilizados, que são especialmente afetados.

 

 

GT 04 – Desinformação Climática: Ações para o combate e fortalecimento da integridade na informação

Modalidade: Remoto

 

Aline Andrighetto (UNISINOS)

 

A desinformação representa uma grande ameaça à ação climática, pois nega a existência

das mudanças climáticas induzidas pelo ser humano, ou seja, a desinformação cria ceticismo quanto à necessidade de ações e cria receios sobre suas consequências sendo

propagada por redes sociais, sites tendenciosos e propagados, a disseminação da desinformação e informações enganosas sobre o clima está retardando a ação climática

enquanto a crise climática enfraquece a segurança econômica, a saúde e a proteção das

pessoas em todo o mundo.

 

 

GT 05 - Constitucionalismo crítico e processos de de(S)Colonização: crise das democracias e escalada autocrática

Modalidade: Presencial/Remoto

 

Phablo Freire (FACAPE, Petrolina / UFPE)

Mariana Eva Souza Dias, Mestra em Direito (FACAPE, Petrolina)

 

O presente Grupo de Trabalho (GT) propõe um espaço de reflexão crítica sobre as crises democráticas que atravessam o Ocidente, com ênfase especial na América Latina, a partir do arcabouço teórico do constitucionalismo crítico e das teorias decoloniais, pós-colonial e contracolonial. Parte-se do diagnóstico de que a ascensão de líderes autocráticos, o fortalecimento de institucionalidades antidemocráticas (como grandes corporações e grupos sociais com valores contrários aos direitos fundamentais e direitos civis) e a disseminação massiva de desinformação (fakenews) e discursos neonazistas configuram uma nova ordem política que desafia os fundamentos do constitucionalismo moderno ao evidenciarem suas limitações e insuficiências. A crise, embora estendida por todo o Ocidente, apresenta contornos específicos na América Latina, onde as heranças coloniais e a dependência econômica e epistêmica agravam as vulnerabilidades democráticas. A discussão se orienta pela necessidade de reinterpretar o conflito social e resgatar a radicalidade da democracia, confrontando (e refundando) os alicerces epistêmicos da tradição jurídica moderna e liberal-individualista, para lidar com as assimetrias concretas das populações subalternizadas. Neste contexto, as teorias críticas são mobilizadas como ferramentas fundamentais para desconstruir os paradigmas coloniais que ainda permeiam os sistemas legais e para permitir a emergência de epistemologias insurgentes e transformadoras. O GT acolherá trabalhos que, sob este prisma teórico, investiguem as múltiplas dimensões da crise democrática, as novas formas de resistência e criação institucional, e as potencialidades de um constitucionalismo transformador que dialogue com as subjetividades emergentes e as práticas comunitárias na América Latina.

 

 

GT 06 -  Violência de Gênero, Constitucionalismo Crítico e Resistências Democráticas no Século XXI

Modalidade: Remoto

 

Flávia Abud Luz (UFABC/Centro Universitário La Salle Manaus)

Mariana Faria Filard (UNIVALI/Centro Universitário La Salle, Manaus)

 

O GT discutirá a violência de gênero sob a perspectiva do constitucionalismo crítico, analisando direitos fundamentais, desigualdades estruturais e mecanismos de proteção. Busca refletir sobre subjetividades, vulnerabilidades e estratégias jurídicas e sociais de resistência e transformação democrática no século XXI.

 

GT 07 - Soberania Digital e Decolonialidade: resistências e disputas de poder no constitucionalismo do século XXI.

Modalidade: Remoto

 

Willaine Araújo Silva (UFPE/FDG/Estácio Alagoas)

Andrea de Azevedo Santa Rosa (Estácio Alagoas)

 

O GT propõe uma reflexão crítica sobre soberania digital e colonialidade tecnológica,  investigando como as novas formas de poder mediadas por dados e infraestruturas  digitais reconfiguram direitos e subjetividades. A partir do diálogo entre pensamento decolonial e constitucionalismo crítico, busca discutir estratégias de resistência e emancipação capazes de afirmar autonomia tecnológica e soberania desde o Sul Global.  

 

 

GT 08 - Constitucionalismo, violências de gênero e decolonialidade: perspectivas críticas para pensar a violência na contemporaneidade

Modalidade: Presencial

 

Camila Vieira do Nascimento (UnB / UNICAP)

Elita Morais Dorvillé (UNICAP / Asa Branca Criminologia)

Marília Montenegro Pessoa de Mello (UNICAP / UFPE / Asa Branca Criminologia)

 

A violência de gênero tem sido descrita como ponto de partida para pensar as experiências coletivas das mulheres no Direito. Princípios constitucionais como a dignidade da pessoa humana são referenciais para pensar essa experiência, assim como

exprime, na perspectiva eurocêntrica de direitos humanos, um referencial de uma suposta universalidade desses direitos. Nesse sentido, a presente proposta de Grupo de Trabalho quer reunir trabalhos que discutam, a partir da crítica decolonial, as experiências, vivências e particularidades das mulheres com a violência de gênero na América Latina.

 

 

GT 09 - Famílias, Gênero, Tecnologias e Vulnerabilidades: desafios do Constitucionalismo Crítico na proteção dos direitos fundamentais

Modalidade:Remoto

 

Giorge André Lando (UPE)

Isabele Bandeira de Moraes D'Angelo (UPE)

José Antônio de Melo Bisneto (Fac. Conceito Educacional)

 

O presente GT se propõe a debater sobre famílias, gênero, tecnologias e vulnerabilidades sob a perspectiva do Constitucionalismo Crítico. Abrange direitos fundamentais, inteligência artificial, proteção de dados, violência digital, diversidade, acesso à justiça, interseccionalidade, direitos de crianças, idosos, população LGBTQIAPN+ e pessoas com deficiência, visando à efetivação da dignidade humana e da democracia constitucional.

 

 

GT 10 -  Constitucionalismo Crítico e Direitos  Fundamentais de Grupos Vulneráveis : Resistências democráticas em perspectivas decoloniais

Modalidade: Remoto

 

Karyna Batista Sposato (UFS)

Jadson Correia de Oliveira (UFS)

Jose Lucas Santos Carvalho (UFS)

 

Propõe uma análise acerca do reconhecimento e das garantias aos direitos fundamentais de grupos vulneráveis diante das desigualdades estruturais e das transformações contemporâneas, articulando constitucionalismo crítico, perspectivas decoloniais, e experiências emancipatórias de proteção jurídica e de resistências democráticas, em caráter multinível abrangendo níveis institucionais e comunitários, fortalecendo a dignidade humana.

 

GT 11-  Justiça de Transição em diálogo com o pensamento crítico

Modalidade: Presencial

 

Luis Emanuel Cunha (CENDHEC)

Manoel Moraes  (UNICAP)

 

O GT visa analisar propostas de textos e pesquisas que dialogam com os desafios contemporâneos do pensamento crítico para compreender as múltiplas dimensões da justiça de transição no Brasil e na América Latina. É possível também analisar como no campo dos direitos humanos esta relação permite dialogar com várias realidades seja na Europa como na África, sem perder o ponto de partida que é a defesa da dignidade da pessoa humana. 

 

 

GT 12 - Perspectivas de Gênero e Raça em Direito Constitucional

Modalidade: Presencial

 

Pedro Santos (Universidade Federal de Pernambuco)

Letícia Rocha (Universidade Federal de Pernambuco)

 

O GT acolhe pesquisas em Direito Constitucional que incorporem perspectivas críticas de gênero e raça. Analisa epistemologias decoloniais, feministas e antirracistas para problematizar a racionalidade democrática e o universalismo eurocêntrico, promovendo reflexões sobre rearticulação de subjetividades, justiça social e práxis de resistência constitucional no Século XXI.

 

GT 13 - Constituição, Violências e Tecnologias: Direitos Fundamentais, Democracia e Desigualdades

Modlidade: Remoto

 

Raquel Fabiana Lopes Sparemberger (FURG-RS- FMP-RS) 

Jose Tadeu Neves Xavier (FMP-RS) 

Ivone Morcilo Lixa (FURB-SC)

 

 

O Grupo de Trabalho  reúne pesquisas sobre diferentes formas de violência e suas implicações constitucionais, sociais e políticas, contemplando violências de gênero, raça, classe, institucionais, políticas e contra grupos vulnerabilizados, além das violências mediadas ou potencializadas pelas tecnologias. Discute direitos fundamentais, democracia, desigualdades, inteligência artificial, plataformas digitais, vigilância e discriminação algorítmica.

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