Grupos de Trabalho aprovados para o evento
Grupos de Trabalho aprovados para o evento
(Com coordeandores e modalidade)
GT 01 - Democracia, Ordem Jurídica Internacional
e Direitos Humanos
Modalidade:
Remoto
Thiago Oliveira
Moreira (UFRN)
Marina Soares
da Fonsêca (UFRN)
O GT
propõe discutir as relações entre democracia, Direito Internacional e Direitos
Humanos diante das crises contemporâneas do Estado de Direito. Serão acolhidas
pesquisas sobre controle de convencionalidade, justiça de transição, proteção
de grupos vulneráveis, cortes internacionais, constitucionalismo democrático,
autoritarismo e mecanismos jurídicos de defesa da democracia.
GT 02 - Direitos Humanos, Constitucionalismo
Crítico e Vulnerabilidades
Modalidade: Presencial
Thaís Janaina Wenczenovicz (UNOESC)
Cláudia Cinara Locateli (UNOESC)
O Grupo de Trabalho justifica-se
diante da necessidade premente de aprofundar o debate crítico e
interdisciplinar acerca dos desafios contemporâneos à efetivação dos direitos
humanos, dos direitos fundamentais, da democracia e da sustentabilidade. Tais
reflexões situam-se em contextos marcados por profundas desigualdades
estruturais, transformações sociais aceleradas e novas configurações no
exercício do poder político, econômico e digital no século XXI. Inserido na
matriz teórica do constitucionalismo crítico e das perspectivas decoloniais, o
GT tem como escopo central refletir sobre os
complexos processos de produção de
subjetividades, exclusão social, invisibilização e resistência que atravessam
as instituições públicas, os sistemas jurídicos nacionais e internacionais e as
dinâmicas políticas contemporâneas. A partir do referencial
teórico-metodológico das Epistemologias do Sul, das teorias feministas, das
abordagens interseccionais e dos sistemas internacionais de proteção dos
direitos humanos, pretende-se discutir e analisar como as estruturas
macroeconômicas, sociais, institucionais e tecnológicas reproduzem
sistematicamente práticas de discriminação, racismo estrutural, violência(s)
institucional e exclusão de sujeitos historicamente vulnerabilizados, com
especial atenção às clivagens de gênero, raça, etnia e classe. Ademais, o GT
contempla investigações transversais sobre os impactos das tecnologias
digitais, da inteligência artificial e das novas formas de tecnogovernança
sobre a integridade dos direitos humanos e o tecido democrático. Sob esta linha
de análise, acolhem-se reflexões acerca da violência de gênero em ambientes
digitais, da proteção integral de grupos hipervulneráveis (crianças,
adolescentes e idosos), da proteção e autodeterminação de dados pessoais, da
colonialidade digital e das múltiplas formas de vulnerabilização social
decorrentes do capitalismo de vigilância. Interessa, em suma, reunir pesquisas
científicas rigorosas voltadas à proteção de grupos vulnerabilizados, à
promoção da justiça social, ao fortalecimento da democracia, à sustentabilidade
multidimensional e ao papel dos tribunais e sistemas internacionais de direitos
humanos. O objetivo final é fomentar a construção de respostas institucionais, jurídicas
e comunitárias emancipatórias, firmemente comprometidas com a dignidade da
pessoa humana e a efetivação dos direitos fundamentais.
GT
03 - Crises democráticas, autoritarismo e grupos vulnerabilizados
Modalidade: Presencial/Remoto
Matheus de Souza Silva (UFPR)
Alana Maria Passos
Barreto (UFSE)
Nos últimos anos, globalmente, houve o
recrudescimento de práticas autoritárias por líderes extremistas. Nesse
cenário, buscam-se estudos que tenham como plano de fundo esse contexto de
crise perante a manutenção do Estado democrático. São recomendadas pesquisas
com enfoque no impacto dessa conjuntura para grupos vulnerabilizados, que são
especialmente afetados.
GT 04 – Desinformação Climática: Ações
para o combate e fortalecimento da integridade na informação
Modalidade: Remoto
Aline Andrighetto (UNISINOS)
A desinformação representa uma grande ameaça à ação
climática, pois nega a existência
das mudanças climáticas induzidas pelo ser humano,
ou seja, a desinformação cria ceticismo quanto à necessidade de ações e cria
receios sobre suas consequências sendo
propagada por redes sociais, sites tendenciosos e
propagados, a disseminação da desinformação e informações enganosas sobre o
clima está retardando a ação climática
enquanto a crise climática enfraquece a segurança
econômica, a saúde e a proteção das
pessoas em todo o mundo.
GT
05 - Constitucionalismo
crítico e processos de de(S)Colonização: crise das democracias e escalada autocrática
Modalidade: Presencial/Remoto
Phablo Freire (FACAPE, Petrolina / UFPE)
Mariana Eva Souza Dias, Mestra em Direito (FACAPE,
Petrolina)
O presente Grupo de Trabalho (GT) propõe um espaço
de reflexão crítica sobre as crises democráticas que atravessam o Ocidente, com
ênfase especial na América Latina, a partir do arcabouço teórico do
constitucionalismo crítico e das teorias decoloniais, pós-colonial e
contracolonial. Parte-se do diagnóstico de que a ascensão de líderes
autocráticos, o fortalecimento de institucionalidades antidemocráticas (como
grandes corporações e grupos sociais com valores contrários aos direitos
fundamentais e direitos civis) e a disseminação massiva de desinformação
(fakenews) e discursos neonazistas configuram uma nova ordem política que
desafia os fundamentos do constitucionalismo moderno ao evidenciarem suas
limitações e insuficiências. A crise, embora estendida por todo o Ocidente,
apresenta contornos específicos na América Latina, onde as heranças coloniais e
a dependência econômica e epistêmica agravam as vulnerabilidades democráticas.
A discussão se orienta pela necessidade de reinterpretar o conflito social e resgatar
a radicalidade da democracia, confrontando (e refundando) os alicerces
epistêmicos da tradição jurídica moderna e liberal-individualista, para lidar com
as assimetrias concretas das populações subalternizadas. Neste contexto, as teorias
críticas são mobilizadas como ferramentas fundamentais para desconstruir os
paradigmas coloniais que ainda permeiam os sistemas legais e para permitir a emergência
de epistemologias insurgentes e transformadoras. O GT acolherá trabalhos que,
sob este prisma teórico, investiguem as múltiplas dimensões da crise democrática,
as novas formas de resistência e criação institucional, e as potencialidades de
um constitucionalismo transformador que dialogue com as subjetividades
emergentes e as práticas comunitárias na América Latina.
GT 06 -
Violência de Gênero, Constitucionalismo Crítico e
Resistências Democráticas no Século XXI
Modalidade:
Remoto
Flávia
Abud Luz (UFABC/Centro Universitário La Salle Manaus)
Mariana
Faria Filard (UNIVALI/Centro Universitário La Salle, Manaus)
O GT
discutirá a violência de gênero sob a perspectiva do constitucionalismo
crítico, analisando direitos fundamentais, desigualdades estruturais e
mecanismos de proteção. Busca refletir sobre subjetividades, vulnerabilidades e
estratégias jurídicas e sociais de resistência e transformação democrática no
século XXI.
GT 07 -
Soberania Digital e Decolonialidade: resistências e disputas
de poder no constitucionalismo do século XXI.
Modalidade:
Remoto
Willaine
Araújo Silva (UFPE/FDG/Estácio Alagoas)
Andrea de Azevedo Santa Rosa (Estácio Alagoas)
O GT propõe
uma reflexão crítica sobre soberania digital e colonialidade tecnológica, investigando como as novas formas de poder
mediadas por dados e infraestruturas
digitais reconfiguram direitos e subjetividades. A partir do diálogo
entre pensamento decolonial e constitucionalismo crítico, busca discutir
estratégias de resistência e emancipação capazes de afirmar autonomia
tecnológica e soberania desde o Sul Global.
GT 08 -
Constitucionalismo, violências de gênero e decolonialidade: perspectivas críticas
para pensar a violência na contemporaneidade
Modalidade: Presencial
Camila Vieira do Nascimento (UnB /
UNICAP)
Elita Morais Dorvillé (UNICAP / Asa
Branca Criminologia)
Marília Montenegro Pessoa de Mello
(UNICAP / UFPE / Asa Branca Criminologia)
A violência de gênero tem sido
descrita como ponto de partida para pensar as experiências coletivas das
mulheres no Direito. Princípios constitucionais como a dignidade da pessoa
humana são referenciais para pensar essa experiência, assim como
exprime, na perspectiva eurocêntrica
de direitos humanos, um referencial de uma suposta universalidade desses
direitos. Nesse sentido, a presente proposta de Grupo de Trabalho quer reunir
trabalhos que discutam, a partir da crítica decolonial, as experiências,
vivências e particularidades das mulheres com a violência de gênero na América
Latina.
GT
09 - Famílias, Gênero, Tecnologias e Vulnerabilidades: desafios do
Constitucionalismo Crítico na proteção dos direitos fundamentais
Modalidade:Remoto
Giorge
André Lando (UPE)
Isabele
Bandeira de Moraes D'Angelo (UPE)
José
Antônio de Melo Bisneto (Fac. Conceito Educacional)
O
presente GT se propõe a debater sobre famílias, gênero, tecnologias e
vulnerabilidades sob a perspectiva do Constitucionalismo Crítico. Abrange
direitos fundamentais, inteligência artificial, proteção de dados, violência
digital, diversidade, acesso à justiça, interseccionalidade, direitos de
crianças, idosos, população LGBTQIAPN+ e pessoas com deficiência, visando à
efetivação da dignidade humana e da democracia constitucional.
GT
10 - Constitucionalismo Crítico
e Direitos Fundamentais de Grupos Vulneráveis :
Resistências democráticas em perspectivas decoloniais
Modalidade: Remoto
Karyna
Batista Sposato (UFS)
Jadson
Correia de Oliveira (UFS)
Jose
Lucas Santos Carvalho (UFS)
Propõe
uma análise acerca do reconhecimento e das garantias aos direitos fundamentais
de grupos vulneráveis diante das desigualdades estruturais e das transformações
contemporâneas, articulando constitucionalismo crítico, perspectivas decoloniais,
e experiências emancipatórias de proteção jurídica e de resistências
democráticas, em caráter multinível abrangendo níveis institucionais e
comunitários, fortalecendo a dignidade humana.
GT 11- Justiça de Transição em diálogo com o pensamento crítico
Modalidade:
Presencial
Luis
Emanuel Cunha (CENDHEC)
Manoel
Moraes (UNICAP)
O GT visa analisar propostas de textos e pesquisas que
dialogam com os desafios contemporâneos do pensamento crítico para compreender
as múltiplas dimensões da justiça de transição no Brasil e na América Latina. É
possível também analisar como no campo dos direitos humanos esta relação
permite dialogar com várias realidades seja na Europa como na África, sem
perder o ponto de partida que é a defesa da dignidade da pessoa humana.
GT 12 - Perspectivas de Gênero e Raça em
Direito Constitucional
Modalidade: Presencial
Pedro Santos (Universidade Federal
de Pernambuco)
Letícia Rocha (Universidade Federal
de Pernambuco)
O GT acolhe
pesquisas em Direito Constitucional que incorporem perspectivas críticas de
gênero e raça. Analisa epistemologias decoloniais, feministas e antirracistas
para problematizar a racionalidade democrática e o universalismo eurocêntrico,
promovendo reflexões sobre rearticulação de subjetividades, justiça social e
práxis de resistência constitucional no Século XXI.
GT 13 - Constituição, Violências e Tecnologias: Direitos Fundamentais, Democracia e Desigualdades
Modlidade: Remoto
Raquel Fabiana
Lopes Sparemberger (FURG-RS- FMP-RS)
Jose Tadeu Neves
Xavier (FMP-RS)
Ivone Morcilo
Lixa (FURB-SC)
O Grupo de Trabalho reúne pesquisas sobre diferentes
formas de violência e suas implicações constitucionais, sociais e políticas,
contemplando violências de gênero, raça, classe, institucionais, políticas e
contra grupos vulnerabilizados, além das violências mediadas ou potencializadas
pelas tecnologias. Discute direitos fundamentais, democracia, desigualdades,
inteligência artificial, plataformas digitais, vigilância e discriminação
algorítmica.